A fratura de quadril em idosos é um evento que frequentemente divide a vida em "antes" e "depois". Em torno de 30% dos idosos que sofrem fratura de quadril morrem no primeiro ano. Dos sobreviventes, apenas metade recupera a capacidade de caminhar de forma independente. E a maioria dessas fraturas ocorre em ossos enfraquecidos pela osteoporose — silenciosa, sem dor, sem aviso.
A Dra. Mariany Oliveira (CRM-MA 5219 | RQE 1571), geriatra com 13 anos de especialização, inclui a avaliação da saúde óssea como componente essencial do programa de longevidade na Clínica Gerovivência, em São Luís - MA — porque prevenir a primeira fratura é incomparavelmente mais eficaz do que tratar as consequências.
Fatores de risco para osteoporose e fraturas
A densidade óssea é apenas um dos fatores que determinam o risco de fratura. A avaliação completa considera:
- Idade: O risco aumenta progressivamente após os 50 anos.
- Sexo feminino: Mulheres têm massa óssea menor e perda acelerada após a menopausa.
- Menopausa precoce (antes dos 45 anos)
- Histórico familiar de fratura osteoporótica
- Fratura prévia por fragilidade: Um dos maiores preditores de fratura futura.
- Uso de corticoides: Qualquer dose por mais de 3 meses causa perda óssea significativa.
- Tabagismo
- Alcoolismo
- Baixo peso corporal (IMC abaixo de 19)
- Déficit de cálcio e vitamina D
- Sedentarismo
- Artrite reumatoide
- Hiperparatireoidismo, hipercortisolismo, hipertireoidismo tratado excessivamente
O FRAX: calculando o risco de fratura de forma individualizada
A ferramenta FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) — desenvolvida pela OMS — calcula o risco de fratura osteoporótica maior (coluna, quadril, punho, úmero) e de fratura de quadril nos próximos 10 anos, combinando dados clínicos com ou sem o resultado da densitometria.
O FRAX é fundamental porque dois pacientes com o mesmo T-score podem ter riscos de fratura completamente diferentes — dependendo da idade, do peso, do histórico de fraturas e de outros fatores. A decisão de tratar deve se basear no risco real, não apenas no número da densitometria.
Tratamento não farmacológico: a base de qualquer estratégia
Antes ou junto com qualquer medicamento, as medidas não farmacológicas são essenciais:
- Exercício de impacto e resistência: Estimula a formação óssea por carga mecânica — caminhada, dança, musculação adaptada.
- Ingestão adequada de cálcio: 1.000–1.200 mg/dia para adultos acima de 50 anos — preferencialmente por fontes alimentares (laticínios, brócolis, tofu).
- Vitamina D suficiente: Necessária para absorção intestinal do cálcio — meta de 25(OH)D acima de 30 ng/mL.
- Cessação do tabagismo
- Moderação do álcool
- Prevenção de quedas: A maioria das fraturas osteoporóticas ocorre após queda — prevenir a queda é prevenir a fratura.
Agende avaliação de saúde óssea com a Dra. Mariany
Densitometria, cálculo de risco e plano individualizado na Clínica Gerovivência, Calhau, São Luís - MA.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
A partir de que idade devo fazer densitometria óssea?
As diretrizes recomendam densitometria para todas as mulheres a partir dos 65 anos e para mulheres abaixo de 65 com fatores de risco (menopausa precoce, uso de corticoides, histórico familiar de fratura, tabagismo, baixo peso). Para homens, a partir dos 70 anos ou antes se houver fatores de risco.
O que significa o T-score na densitometria?
O T-score compara a densidade óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável. T-score entre 0 e -1 é normal. Entre -1 e -2,5 é osteopenia. Abaixo de -2,5 é osteoporose. Mas o T-score isolado não determina o tratamento — o risco de fratura calculado pelo FRAX e o contexto clínico são igualmente importantes.
Osteopenia precisa de tratamento?
Depende do risco de fratura calculado individualmente. Osteopenia com T-score de -1,5 e risco de fratura baixo pode ser tratada com medidas não farmacológicas (exercício, cálcio, vitamina D). Osteopenia com múltiplos fatores de risco e T-score próximo a -2,5 pode justificar tratamento farmacológico. A Dra. Mariany avalia cada caso com o FRAX.
Quanto tempo preciso usar medicamento para osteoporose?
Os bisfosfonatos (alendronato, risedronato, zoledronato) têm efeito acumulativo no osso e geralmente são usados por 3–5 anos, seguidos de 'holiday' terapêutico com reavaliação. Outros medicamentos têm esquemas diferentes. A decisão de continuar, pausar ou trocar é reavaliada periodicamente com base em densitometria e risco clínico.
Como agendar avaliação de saúde óssea com a Dra. Mariany?
Pelo WhatsApp (98) 99221-1002 ou por e-mail dramariany_oliveira@outlook.com. A Clínica Gerovivência fica na Rua das Mantiqueiras, N-43, Quadra 17, Calhau, São Luís - MA.
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.
