Quedas são a principal causa de lesões graves, hospitalização e morte por causas externas em idosos. No Brasil, estima-se que um em cada três idosos cai ao menos uma vez por ano — e metade desses eventos ocorre dentro de casa. Apesar da gravidade, a maioria das quedas é prevenível com avaliação adequada e intervenção multifatorial.

A Dra. Mariany Oliveira (CRM-MA 5219 | RQE 1571), geriatra com 13 anos de especialização, realiza avaliação completa do risco de quedas na Clínica Gerovivência, em São Luís - MA, identificando os fatores modificáveis e elaborando um plano individualizado de prevenção.

Fatores de risco para quedas em idosos: o que a avaliação geriátrica investiga

Quedas raramente têm uma causa única. Na maioria dos casos, resultam da combinação de múltiplos fatores — e é exatamente por isso que a avaliação geriátrica abrangente é mais eficaz do que qualquer intervenção isolada.

  • Alterações de equilíbrio e marcha: Causadas por neuropatia, doença de Parkinson, sequela de AVC, sarcopenia ou alterações vestibulares.
  • Fraqueza muscular: Sarcopenia reduz a força de membros inferiores e a capacidade de recuperação após desequilíbrios.
  • Medicamentos: Mais de 20 classes de fármacos aumentam o risco de quedas — com destaque para sedativos, anti-hipertensivos e anticolinérgicos.
  • Hipotensão ortostática: Queda de pressão ao levantar causa tontura e perda de consciência momentânea.
  • Problemas visuais: Catarata, degeneração macular e glaucoma reduzem a percepção de obstáculos.
  • Comprometimento cognitivo: Prejudica o julgamento de risco e a atenção dual (fazer duas coisas ao mesmo tempo — como andar e falar).
  • Ambiente doméstico inadequado: Tapetes, iluminação insuficiente, banheiro sem apoios, degraus sem corrimão.
  • Calçado inadequado: Chinelos frouxos e solados lisos são causas frequentes de quedas domiciliares.

Como a avaliação de quedas é realizada na consulta geriátrica

A avaliação do risco de quedas faz parte da Avaliação Geriátrica Ampla realizada pela Dra. Mariany. Ela é estruturada e sistemática:

  • Anamnese direcionada: Histórico de quedas anteriores (quando, como, onde), medo de cair, uso de dispositivos auxiliares.
  • Teste TUG (Timed Up and Go): O idoso levanta de uma cadeira, caminha 3 metros, retorna e senta. Tempo acima de 12 segundos indica risco elevado.
  • Teste de velocidade da marcha: Velocidade abaixo de 0,8 m/s é marcador de fragilidade e risco aumentado.
  • Força de preensão palmar: Fraqueza na mão reflete fraqueza muscular global.
  • Avaliação postural da pressão arterial: Para identificar hipotensão ortostática.
  • Revisão completa de medicamentos: Identificação dos fármacos que aumentam o risco.

Intervenções que reduzem quedas: o que a evidência mostra

Uma revisão sistemática da Cochrane com mais de 59.000 idosos identificou as intervenções com maior evidência de redução de quedas:

  • Exercício supervisionado de fortalecimento e equilíbrio: A intervenção com maior evidência — reduz quedas em até 23%. Tai Chi tem evidência específica.
  • Revisão e deprescrição de medicamentos de risco: Especialmente sedativos e hipnóticos.
  • Correção de deficiência de vitamina D: Suplementação em idosos com hipovitaminose reduz risco de quedas e fraturas.
  • Adaptações ambientais domiciliares: Eficazes especialmente em idosos com histórico de quedas.
  • Avaliação e correção de problemas visuais: Cirurgia de catarata reduz quedas em idosos com catarata significativa.
  • Órteses e palmilhas: Indicadas em casos específicos de instabilidade por neuropatia ou alterações biomecânicas.

O medo de cair: quando a prevenção é também psicológica

Após uma queda — ou mesmo sem ter caído — muitos idosos desenvolvem medo intenso de cair novamente. Esse medo leva à restrição de atividades, isolamento social, piora do condicionamento físico e, paradoxalmente, aumento real do risco de quedas. É um ciclo que precisa ser reconhecido e abordado na consulta.

A Dra. Mariany investiga o medo de cair como parte da avaliação funcional — usando escalas validadas — e inclui estratégias para o fortalecimento da confiança do idoso na sua capacidade de se movimentar com segurança.

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Avaliação completa e plano individualizado de prevenção de quedas com a Dra. Mariany Oliveira na Clínica Gerovivência, Calhau, São Luís - MA.

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Perguntas frequentes

Por que as quedas são tão perigosas para idosos?

Uma queda pode desencadear uma cascata de eventos: fratura do quadril, cirurgia, imobilização, pneumonia, trombose e morte. Mesmo quedas sem fratura causam medo de cair novamente, levando o idoso a reduzir atividades, piorar o condicionamento e aumentar ainda mais o risco. Cerca de 30% dos idosos que sofrem fratura de quadril morrem no primeiro ano após o evento.

Quais medicamentos aumentam o risco de quedas?

Benzodiazepínicos, hipnóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos (especialmente em doses altas), diuréticos, analgésicos opioides e medicamentos com efeito anticolinérgico são os principais. A revisão completa dos medicamentos é parte essencial da avaliação de risco de quedas.

O exame de equilíbrio dói?

Não. A avaliação do equilíbrio e da marcha usa testes funcionais simples — como o Teste de Velocidade da Marcha, o TUG (Timed Up and Go) e o teste de apoio unipodal — que não causam dor e levam poucos minutos para serem realizados na consulta.

Como posso adaptar a casa para prevenir quedas?

As principais adaptações incluem: remoção de tapetes soltos, instalação de barras de apoio no banheiro, iluminação adequada (especialmente à noite), piso antiderrapante, calçado firme e bem ajustado, e organização de objetos para evitar que o idoso precise se esticar ou se abaixar com frequência.

Como agendar consulta na Clínica Gerovivência?

Pelo WhatsApp (98) 99221-1002 ou por e-mail dramariany_oliveira@outlook.com. A Clínica Gerovivência fica na Rua das Mantiqueiras, N-43, Quadra 17, Calhau, São Luís - MA.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.