A osteoporose é chamada de "epidemia silenciosa" por razões muito concretas: não causa dor, não tem sintomas perceptíveis e avança por décadas sem que o paciente saiba — até que uma fratura acontece. E quando acontece em idosos, especialmente a fratura de fêmur, as consequências podem ser devastadoras: cirurgia, imobilização prolongada, perda de independência e risco de vida real.
A Dra. Mariany Oliveira, geriatra com 13 anos de especialização em São Luís - MA, realiza diagnóstico precoce, avaliação de risco e tratamento individualizado da osteoporose na Clínica Gerovivência, com o objetivo de prevenir fraturas e preservar a mobilidade e a autonomia dos pacientes.
O que é osteoporose e como ela se desenvolve
Os ossos são tecidos vivos, em constante remodelação. Osteoblastos constroem novo osso; osteoclastos destroem osso antigo. O estrogênio inibe a atividade dos osteoclastos — por isso a queda hormonal da menopausa desequilibra esse ciclo em favor da reabsorção óssea.
O resultado é uma redução progressiva da densidade mineral óssea (DMO) e da microarquitetura do osso, tornando-o mais poroso e frágil. A osteopenia (fase intermediária) precede a osteoporose, que é definida quando a DMO está 2,5 desvios-padrão abaixo do valor de referência de adultos jovens (T-score ≤ -2,5).
Dados epidemiológicos relevantes para o contexto brasileiro:
- Aproximadamente 10 milhões de brasileiros têm osteoporose
- 200.000 fraturas de fêmur ocorrem anualmente no Brasil
- A mortalidade em 1 ano após fratura de fêmur em idosos chega a 25-30%
- 50% das mulheres acima de 50 anos terão alguma fratura osteoporótica ao longo da vida
Fatores de risco para osteoporose
Alguns fatores de risco são modificáveis; outros não. Identificá-los é fundamental para estratificar o risco individual:
- Não modificáveis: sexo feminino, idade avançada, raça branca ou asiática, histórico familiar de osteoporose ou fratura de fêmur, menopausa precoce (antes dos 45 anos)
- Modificáveis: tabagismo, sedentarismo, baixo consumo de cálcio e vitamina D, consumo excessivo de álcool, baixo peso corporal
- Associados a doenças: uso crônico de corticoides (principal causa secundária), hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, doença celíaca, doença inflamatória intestinal, insuficiência renal crônica
- Medicamentos: corticosteroides, inibidores de aromatase, análogos de GnRH, anticonvulsivantes, anticoagulantes em uso prolongado
Diagnóstico: a densitometria óssea
A densitometria óssea por DXA (absorciometria de raio-X de dupla energia) é o exame padrão para diagnóstico e monitoramento da osteoporose. Mede a densidade mineral óssea em locais específicos (coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total) e fornece o T-score, que classifica:
- T-score entre -1 e +1: densidade normal
- T-score entre -1 e -2,5: osteopenia
- T-score abaixo de -2,5: osteoporose
- T-score abaixo de -2,5 com fratura prévia: osteoporose grave
A Dra. Mariany solicita densitometria conforme as diretrizes clínicas, interpreta os resultados no contexto clínico completo do paciente e utiliza a calculadora FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) para estimar o risco de fratura em 10 anos — o que orienta as decisões terapêuticas.
Tratamento da osteoporose
Suplementação de cálcio e vitamina D
A ingestão adequada de cálcio (1.000-1.200 mg/dia, preferencialmente pela dieta) e vitamina D (800-2.000 UI/dia, conforme níveis séricos) é a base do tratamento — não farmacológico, mas indispensável como fundamento de qualquer protocolo.
Medicamentos antiosteoporóticos
Quando indicados, os medicamentos disponíveis incluem:
- Bisfosfonatos (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico): inibem os osteoclastos e são a primeira linha de tratamento
- Denosumabe: anticorpo monoclonal inibidor do RANK-L, indicado quando bisfosfonatos não são tolerados ou têm contraindicação
- Romosozumabe: agente anabolizante/anticatabólico para casos de alto risco de fratura
- Teriparatida e abaloparatida: análogos do PTH, para osteoporose grave com múltiplas fraturas
Modulação hormonal
A terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa tem efeito protetor ósseo bem documentado. Quando indicada para outros benefícios (controle de sintomas vasomotores, saúde cognitiva, saúde cardiovascular), a proteção óssea é um benefício adicional relevante.
Exercício físico para saúde óssea
Exercícios com impacto e exercícios resistidos estimulam a formação óssea e melhoram o equilíbrio e a força muscular — reduzindo o risco de quedas. A combinação de exercício com tratamento medicamentoso produz melhores resultados do que qualquer intervenção isolada.
Prevenção de quedas
Tratar a osteoporose sem abordar o risco de quedas é uma estratégia incompleta. A Dra. Mariany avalia fatores de risco para quedas — fraqueza muscular, alterações de equilíbrio, hipotensão postural, medicamentos sedativos, riscos ambientais domiciliares — e orienta intervenções específicas.
Proteja seus ossos com a Dra. Mariany
Diagnóstico precoce e tratamento individualizado de osteoporose em São Luís - MA, na Clínica Gerovivência, Calhau.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
A osteoporose dói?
A osteoporose em si não causa dor. Ela é chamada de 'doença silenciosa' porque avança sem sintomas até que ocorra uma fratura. A dor aparece com as fraturas — especialmente as vertebrais e de fêmur. Por isso o diagnóstico precoce pela densitometria é fundamental: identificar a osteoporose antes que as fraturas aconteçam.
A partir de que idade devo fazer densitometria?
Mulheres na pós-menopausa devem fazer densitometria a partir dos 65 anos, ou antes se houver fatores de risco (uso de corticoides, baixo peso, tabagismo, história familiar de fratura). Mulheres com menopausa precoce ou com outros fatores de risco devem fazer a avaliação quando o risco é identificado, independente da idade.
Cálcio e vitamina D são suficientes para tratar osteoporose?
Para prevenção e osteopenia leve, podem ser suficientes quando associados ao exercício. Para osteoporose com T-score abaixo de -2,5 ou com fratura prévia, são necessários medicamentos específicos (bisfosfonatos, denosumabe, romosozumabe, etc.). A Dra. Mariany avalia cada caso individualmente para indicar o tratamento adequado.
Homens também têm osteoporose?
Sim. A osteoporose é menos comum em homens, mas existe e é frequentemente subdiagnosticada. Homens com hipogonadismo, uso crônico de corticoides, alcoolismo ou doenças que afetam a absorção de cálcio têm risco aumentado. A fratura de fêmur em homens idosos tem mortalidade ainda maior do que em mulheres.
Exercício físico ajuda a prevenir osteoporose?
Significativamente. Exercícios com impacto (caminhada, corrida leve, dança) e exercícios resistidos estimulam a formação óssea. O exercício também melhora o equilíbrio e a força muscular, reduzindo o risco de quedas — que é tão importante quanto a densidade óssea na prevenção de fraturas.
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.
